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Notícia

Agroicone apresenta agenda de restauração florestal para o Brasil na COP21

15/12/2015

IMG_2778.JPGAs experiências de políticas, incentivos e instrumentos financeiros para projetos de restauração florestal em grande escala no Brasil foram destaque na agenda da Agroicone em Paris, durante a realização da 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), encerrada no último dia 12 de dezembro, na França.

O projeto “Iniciativa para o Uso da Terra” (Input) foi apresentado pelo diretor geral da Agroicone, Rodrigo Carvalho Lima, no Global Landscapes Forum (GLF), maior evento de agricultura e florestas durante a COP, com mais de 4 mil participantes. No painel “Ampliando a restauração, reduzindo a pobreza – uma avaliação das oportunidades e riscos, desde a Amazônia até a floresta Africana Maiombe”, especialistas e autoridades brasileiras e africanas apresentaram experiências e a agenda de restauração florestal no Brasil e na Bacia do Congo.

Lima explicou que o Código Florestal é a maior agenda de restauração florestal no Brasil, exigindo restauração em áreas privadas que, desta forma, combinam produção agrícola e conservação. O projeto Input dá suporte para regularização do Código, contribuindo, assim, diretamente com o cumprimento da meta apresentada pelo governo brasileiro à Convenção do Clima da ONU.

A meta brasileira propõe a redução de 43% em números absolutos das emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2030, com base no nível de 2005, e está centrada no fim do desmatamento ilegal na Amazônia; na restauração florestal de 12 milhões de hectares, na recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas; na integração de 5 milhões de hectares de lavoura-pecuária-floresta e no investimento em energias renováveis.

Durante a apresentação do projeto no GLF, o diretor geral da Agroicone explicou que o trabalho está sendo realizado por meio de pesquisas, engajamento e diálogo entre as partes interessadas, especialmente organizações das cadeias produtivas. A busca de alternativas de restauro florestal com retorno econômico foi destacada como ponto importante da agenda, segundo Roberto Waack, da Amata Florestal. A combinação de compromissos efetivos de regularização com desenvolvimento de uma economia florestal tropical são as alavancas para pôr no chão ampla agenda de restauração florestal no País.

As vantagens da restauração de florestas são diversas e englobam dimensões ecológicas, sócias e econômicas. Dentre os principais benefícios da restauração listados no painel do GLF estão: remoção de gases de efeito estufa (benefício global); produção de outros serviços ambientais tais como conservação de recursos hídricos e biodiversidade; produtos madeireiros e não-madeireiros (óleos, frutos, resinas, etc); além de adição de valor a produtos cultivados em áreas florestadas.


África

A conservação de florestas e o seu manejo sustentável na África também foram destaques no painel do Global Landscapes Forum. O secretário-executivo da Iniciativa Maiombe, Agostinho Chicaia, e a ministra do Meio Ambiente de Angola, Fátima Jardim, apresentaram o programa de ação transfronteiriço que envolve Angola, República Democrática do Congo e Congo Brazzaville, e tem como objetivo a conservação e recuperação da floresta Maiombe, um dos mais ricos ecossistemas equatoriais da África Austral.

“O desenvolvimento de iniciativas e adoção de métodos de conservação das florestas constitui uma oportunidade para a redução da pobreza, por um lado, e, por outro, quando mal concebidas, podem acarretar alguns riscos”, enfatizou a ministra de Angola.

A Iniciativa Maiombe é um projeto de 10 anos com orçamento de 40 milhões de dólares, financiado pelo governo da Noruega, por parceiros do setor privado canadense e do Fundo de Gestão Ambiental. O objetivo é promover o desenvolvimento econômico de mais de um milhão de pessoas que vivem no entorno do bioma, aliando conservação florestal e produção agrícola sustentável.

O debate reuniu, ainda, a diretora-executiva da Association for Tropical Biology and Conservation, Robin Chazdon; o presidente do Conselho da Amata Brasil, Roberto Waack; o diretor-executivo do Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS), Bernardo Strassburg, e a diretora de pesquisas e projetos do IIS, Agnieszka Latawiec. O fórum de discussão foi mediado pelo diretor da Sustainability LAB, James Allen.




Tel: +55 (11) 3025-0500

E-mail: agroicone@agroicone.com.br

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