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Notícia

Europa caminha para reconhecer sustentabilidade da soja mato-grossense

02/02/2017

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Por Laura Antoniazzi, pesquisadora sênior da Agroicone


Com uma boa participação nas importações e altas exigências socioambientais, a Europa sempre esteve na mira dos produtores de grãos brasileiros. E após um longo período de desavenças entre compradores europeus e produtores brasileiros, um acordo entre a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e milho de Mato Grosso), Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais) e Fefac (Federação Europeia dos Fabricantes de Rações) firmou um novo capítulo nessa relação.  A assinatura de um memorando de entendimentos ocorreu em 19 de janeiro, em Portugal, e também teve a participação da Fediol (Federação Europeia de Óleo Vegetal e Proteína) e a IDH (Iniciativa para Comércio Sustentável).


A indústria de rações europeia procura atender as exigências de seus consumidores em relação a desmatamento e conservação e florestas, cumprimento de regras trabalhistas, uso de defensivos, entre outros aspectos sensíveis da produção. O desafio sempre foi traduzir essas exigências em protocolos concretos e adaptados à realidade dos produtores brasileiros. Durante mais de três anos, representantes da indústria europeia apresentaram em detalhes suas exigências e conheceram o programa de aprimoramento contínuo da produção de soja, o Soja Plus.


Com a participação de mais de mil produtores no Mato Grosso, o Soja Plus capacita e orienta adequações das condições de saúde de trabalho e aspectos ambientais, entre outros suportes para produção sustentável. Com este entendimento com a indústria europeia, o Soja Plus passará a ser o passaporte para o reconhecimento da sustentabilidade da soja brasileira, isto é, participando do programa, os produtores terão sinal verde para exportar para Europa. Diversos detalhes para operacionalizar o reconhecimento, incluindo possíveis processos de verificação, ainda devem ser estabelecidos.


Este acordo evidencia uma nova fase da produção agrícola brasileira, onde a gestão socioambiental é conduzida profissionalmente de forma a garantir acesso a mercados. Exigências de sustentabilidade e formatos internacionais não são apenas seguidos, mas também negociados dada à realidade brasileira, com suas diversas peculiaridades, tais como o Código Florestal e normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho. Possivelmente, este acordo da soja brasileira com a indústria europeia possa abrir novos meios de fomentar e reconhecer a sustentabilidade também de outros produtos do agro brasileiro. 


Saiba mais sobre esse acordo no site da Aprosoja  e em reportagem do jornal Valor Econômico



Tel: +55 (11) 3025-0500

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