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Notícia

Setor produtivo e acadêmico debatem Programa RenovaBio

10/10/2017

Em meio ao desenvolvimento e consequente expectativa por sua votação no Congresso Brasileiro, o Programa RenovaBio surge como uma grande reforma na política de biocombustíveis. Com os objetivos de reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), promover ganhos de eficiência energética e atrair investimentos, o Programa pode se tornar  uma importante alavanca para o desenvolvimento sustentável do País a longo prazo. 

A Agroicone faz parte do Grupo de Trabalho de Avaliação de Desempenho Ambiental e Certificação do RenovaBio, por meio do pesquisador sênior Marcelo Moreira, e esteve  em dois eventos para apresentar e debater o Programa. 

Workshop CTBE

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Realizada em agosto, a 4ª edição do evento Workshops Estratégicos do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em parceria com Embrapa e Unicamp, trouxe como tema o RenovaBio e seus desdobramentos. Neste sentido, o intuito foi reunir, em Campinas (SP), os principais tomadores de decisão e players interessados no assunto para falar acerca de detalhes técnicos do programa, certificações e de sua calculadora, conhecida como a Renovacalc.

Junto a entidades de renome como Ministério do Meio Ambiente (MMA), da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), da Unicamp e do BNDES, a Agroicone trouxe sua contribuição para a Renovacalc no que tange as mudanças do uso da terra. “Abordamos os desafios para a área de energia com uma visão mais ampla, considerando, também, as emissões de carbono relativas ao uso da terra. Entendemos que se não houver este equilíbrio, os benefícios ambientais da fonte renovável podem ser anulados”, afirma Marcelo.

NovaCana Ethanol Conference

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Promovido nos dias 25 e 26 de setembro, o evento dedicou um dia ao debate de questões ligadas ao Programa RenovaBio, trazendo três painéis, com destaque para o RenovaBio na profundidade e no detalhe e o Calculadora do RenovaBio, que contaram com a presença da Agroicone.

André Nassar, diretor de Estratégia e Novos Negócios da Agroicone, falou sobre a relevância do Programa, que tem que ser visto como uma transição para algo que vai acontecer no País e que já está acontecendo no mundo, porém sem desmerecer o produto que já temos em mãos. “Não podemos ter o objetivo de entrar no mercado de carbono fingindo que o etanol não existe. Pelo contrário, precisamos começar por ele e agregar um menor custo para a sociedade. Afinal, começar uma indústria do zero gera custos para o consumidor”, enfatiza.

André pontuou que o RenovaBio cria valor de mercado para o componente de sustentabilidade, conduzindo a cadeia a ter um nível mais alto de controle dos produtos e, neste sentido, todos devem compreender como ele funcionará. “O produtor, o distribuidor e o consumidor precisam entender o que é o carbono, quantificar e precificar. E isso vai alavancar tudo o que vem depois, incluindo o alcance de compromissos como o proposto pelo Brasil no Acordo de Paris”, complementa.

Na ocasião, Miguel Ivan Lacerda, diretor de biocombustível do Ministério de Minas e Energia (MME), Leandro de Barros Silva, Diretor de Abastecimento e Regulamentação – Sindicom, e Luiz Coutinho, Gerente de inteligência empresarial na Total Distribuidora S/A, em nome da Brasilcom, também expuseram seus pontos de vista e, ao fim, participaram de um debate com perguntas formuladas pelo público presente.

Fonte: Agroicone

Autor: Redação

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