Estudo aponta que etanol de cana pode reduzir emissões em 19% até 2030

Um novo estudo publicado na revista científica Sustainable Development mostra que a expansão do sistema bioenergético da cana-de-açúcar no Brasil pode contribuir simultaneamente para a mitigação das mudanças climáticas, o desenvolvimento socioeconômico e a segurança alimentar.

A pesquisa foi desenvolvida pelos pesquisadores da Agroicone, Luciane Bachion, Marcelo Moreira e Sofia Arantes, junto a Angelo C. Gurgel, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT); Marcelo Justus, da Unicamp; David Chiaramonti, da Politécnica de Turino; e Lee R. Lynd, da Dartmouth College.

Foram analisados impactos da expansão do etanol de cana no contexto da transição energética global, utilizando modelos econômicos integrados capazes de avaliar relações entre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional.

Os resultados apontam que, em cenários de mitigação climática, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode reduzir emissões em aproximadamente 19% até 2030, além de efeitos positivos sobre renda, emprego e acesso aos alimentos.

O estudo também reforça a importância de análises integradas sobre segurança alimentar, mostrando que os impactos da bioenergia não devem ser avaliados apenas sob a ótica dos preços, mas considerando fatores econômicos e sociais mais amplos.

Segundo os pesquisadores, o sistema bioenergético da cana-de-açúcar no Brasil se apresenta como um modelo relevante para conciliar transição energética, desenvolvimento e segurança alimentar em escala global.

Acesse a publicação aqui.

Compartilhe: