Por Rodrigo Lima*
A agenda global da biodiversidade entra em uma nova fase de implementação, e a COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que será realizada em outubro, na Armênia, deverá aprofundar discussões sobre como transformar compromissos internacionais em resultados concretos para a conservação e o uso sustentável da natureza.
Em artigo publicado no portal Broadcast+, Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone, analisa os principais temas que devem orientar as negociações, incluindo a conservação e a conectividade entre ecossistemas, o fortalecimento da bioeconomia, o uso responsável da biologia sintética e a valorização dos recursos genéticos como base para inovação e desenvolvimento sustentável.
O texto destaca que a implementação das metas do Marco Global de Biodiversidade dependerá da ampliação do acesso a financiamento, tecnologias, conhecimento e cooperação internacional, envolvendo governos, comunidade científica e setor privado como parceiros na construção de soluções.
A análise também ressalta o protagonismo do Brasil nesse processo, tanto pela extensão de áreas conservadas em propriedades privadas quanto pelo potencial de iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas, bioeconomia e valorização do capital natural.
Em um cenário em que a biodiversidade ganha cada vez mais relevância nas agendas econômica e ambiental, o artigo reforça que o grande desafio da COP17 será mobilizar recursos financeiros capazes de transformar o valor do capital natural em projetos concretos de conservação, restauração e inovação, ampliando seus benefícios para a sociedade.
Confira a publicação completa no portal Broadcast+.
*Rodrigo C. A. Lima é sócio-diretor da Agroicone. Advogado, Doutor em Direito das Relações Econômicas Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), possui 21 anos de experiência em comércio internacional, meio ambiente e desenvolvimento sustentável no setor agropecuário e de energias renováveis.