Nova pesquisa mostra o papel estratégico dos estados na restauração do Cerrado

Durante a VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE2026), realizada em Brasília (DF), a Araticum lançou a publicação “Políticas Públicas de Restauração Ecológica nos Estados do Cerrado”, elaborada pela Sócia e Pesquisadora Sênior da Agroicone, Laura Antoniazzi, e pela Pesquisadora Laura Pantaleão.

A publicação apresenta um panorama atualizado das políticas públicas voltadas à restauração da vegetação nativa nos estados do Cerrado e no Distrito Federal. A partir desse diagnóstico, a iniciativa identifica iniciativas em andamento, avanços, desafios e lacunas, oferecendo subsídios para formuladores de políticas públicas, equipes técnicas e demais atores envolvidos na agenda.

O levantamento, realizado por meio de interação com os órgãos estaduais de meio ambiente de 9 Estados e Distrito Federal, evidencia o papel estratégico dos estados na implementação das políticas de restauração, especialmente na criação de normas, programas e instrumentos que considerem as especificidades regionais e, ao mesmo tempo, estejam articulados às diretrizes estabelecidas pela legislação federal.

Essa integração entre as esferas estadual e federal é fundamental para ampliar as iniciativas e avançar de forma coordenada em direção às metas de recuperação da vegetação nativa, com destaque para os 12 milhões de hectares previstos no Planaveg (Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa).

Desenvolvido pela Agroicone em parceria com Araticum (Articulação pela Restauração do Cerrado), o estudo dá continuidade ao trabalho realizado pelo Grupo de Trabalho de Oportunidades e Políticas do coletivo, que já vem atuando nessa agenda de apoiar políticas estaduais. A publicação também busca contribuir para a troca de experiências entre os estados, o aprimoramento dos mecanismos de monitoramento e a discussão de novos instrumentos regulatórios para fortalecer a restauração ecológica no bioma.

Principais resultados:

A pesquisa demonstrou que houve uma evolução na agenda da restauração no Cerrado, mas ainda há muito a avançar. Os principais entraves são a falta de capacidade nos órgãos ambientais: muitos não têm quantidade suficiente de servidores para atender às demandas e há falta de treinamentos e capacitações sobre restauração. 

Além das barreiras técnicas, há barreiras financeiras e institucionais para o avanço da restauração nos estados do Cerrado. Os estados ainda não têm recursos financeiros necessários para apoiar a restauração e ainda há dificuldades em acessar programas e financiamento externo. A pesquisa também evidenciou a ausência de uma integração mais efetiva entre órgãos estaduais e federais, dificultando a consolidação de políticas e ações articuladas de restauração ecológica em larga escala.

Acesse o estudo completo aqui.

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